Arquivado em: Cotidiano
Tem um casal vizinho meu (não sei se é do mesmo prédio ou do edifício logo atrás) que estão em uma crise de convívio ferrenha.
Dias atrás passaram a noite inteira discutindo. Ela chamou o camarada de todos os palavrões, nomes-feios e adjetivos pejorativos de ordem diminuta que podia existir. Ele pedia apenas calma, coisa que não foi atendida em nenhum momento.
Ah, a peleia começou no meio da madrugada. No final das contas, ele não aguentou a justa, juntou suas coisas e foi embora.
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Ontem me deparei com a mesma histérica, agora em revés sentimental: a mulher chorava copiosamente, e, entre balbúrdias e solúços, implorava para que o cafajestão de outrora voltasse para ela.
Sem brincadeira, foram quase quatro horas de argumentação! Ele se comportou bem, aguentou quase a totalidade do tempo sem ceder. Ela apelou: jogou na cara a ladaínha da vida sem sentido, do sabor de fél na consciência, da falta de vontade para tudo, do nada, da desgraça que é a cama vazia, da vontade de se matar.
Ai quando ela insistiu nessa de se matar o homem cedeu. Minutos depois caíram em prazeres carnais como se a lascividade entre aquelas duas pobres almas a carcomessem sem retaliações.
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Acho que homem consegue colocar ponto-final em relacionamentos. Problema é que a mulherada, esperta que só elas, metem uma virgulazinha logo abaixo. Aí não tem santo que segure um ponto-e-vírgula mal resolvido.
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